sábado, 9 de março de 2013
Pratos típicos de S. Marcos...
Há alguns dias lançamos um desafio na página de facebook
do nosso Poço Velho: Que pratos
são típicos da nossa aldeia? Os de peixe, carne e doces?
Alguns amigos
responderam-nos e desde já agradecemos essa atenção.
O amigo Miguel Paulino
alertou-nos para o facto dos pratos que associamos à nossa aldeia foram pratos
implementados e não criados lá. De facto, a nossa cozinha corresponde à cozinha
tradicional do Baixo Alentejo. O nosso amigo Miguel destaca a caldeirada de rã,
de achigã, as sopas de tomate e as sopas de azeite com bacalhau.
O amigo José Venes
destacou o cozido de grãos, considerando que é do melhor que há em todo o
mundo. Sem dúvida…
A amiga Lordes Fino lembrou-nos um prato típico de peixe,
tão comum em muitas cozinhas da nossa terra, a caldeirada de peixe do rio.
A amiga Bárbara Tomé destacou-nos um dos pratos mais
típicos da nossa aldeia nesta altura do ano, o feijão branco com atubras.
Em todos os pratos que os nossos amigos referiram e que
associamos à tradição de S. Marcos da Ataboeira um dos ingredientes mais
presentes é sem dúvida o pão. O pão alentejano faz parte da tradição da nossa
aldeia, quer para acompanhar as refeições, quer como ingrediente indispensável na
nossa cozinha. E S. Marcos tem um pão delicioso… Curioso que ninguém referiu a
nossa bela açorda e as nossa saborosas migas, mas que também são típicas e
deliciosas…
E quanto a doces? Que doces são comuns na nossa terra?
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Os Tapetes de Arraiolos. Uma tradição perdida?
Uma das actividades artesanais mais tradicionais da nossa aldeia são os tapetes de arraiolos. Ou devemos dizer eram?
Até há uns anos quase todas as mulheres da nossa aldeia se dedicavam a esta atividade como forma de ganhar algum dinheiro. Recebiam encomendas e lançavam-se à obra que podia durar algumas semanas como alguns meses, dependendo do tamanho e complexidade da obra. Agora as encomendas diminuíram drasticamente…
Os tapetes de arraiolos são tapetes bordados em lã, com um ponto com o mesmo nome, sobre uma tela de serapilheira, característicos da vilã alentejana de Arraiolos (daí o nome), mas também uma das tradições de S. Marcos da Ataboeira. Os tapetes de Arraiolos são muito consistentes e resistentes e permite reproduzir todos os desenhos geométricos e artísticos. São vários os tipos de decoração dos mesmos, desde figuras geométricas, animais, flores,… Umas verdadeiras obras de arte.
O ponto de Arraiolos é um ponto cruzado oblíquo, composto por duas meias cruzes, uma das quais tem o dobro do comprimento da outra. Geralmente executa-se em três fases: Bordar a armação, fazer a matização; preencher os fundos.
O Poço Velho apresenta aqui alguns exemplares, retirados da internet. No entanto, podem e devem partilhar, se tiverem, imagens de tapetes feitos pelas mulheres bordadeiras da nossa aldeia. Se tiverem, também podem partilhar imagens das mulheres a executarem os seus trabalhos. Há uns anos atrás era comum juntarem-se em casa umas das outras, ou em espaços próprios para se ajudarem a elaborar os trabalhos. Contem-nos histórias desses tempos e não deixem morrer uma das mais belas tradições da nossa aldeia.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Pelos campos fora, à procura de Atubras...
Com o aproximar da Primavera e depois das primeiras chuvadas
do ano, começa a saga de muitos
S. Marquenses.
A procura de atubras (ou tubras) já faz parte da tradição da nossa terra
e a sua confecção é já uma especialidade gastronómica local.
Para quem não sabe atubras são fungos que crescem
silenciosamente junto às raízes de algumas árvores e para muitos têm o mesmo
aroma, sabor e textura das inconfundíveis e caras trufas. Variam de tamanho,
mas de facto, o seu sabor é único e inconfundível.
Depois de devidamente arranjadas e lavadas, podem ser
preparadas de várias formas. Com ovos mexidos ou feijão branco são os pratos
mais apetecidos e conhecidos. Se quiserem, podem partilhar com os amigos do
Poço Velho outras receitas igualmente saborosas.
Na nossa aldeia há especialistas dedicados e profundos conhecedores
de locais onde abundam as saborosas atubras. Inclusive, fazem disso segredo
para evitar a concorrência.
O Poço Velho aproveita para desejar boa apanha e para incentivar aos passeios pelos belíssimos campos alentejanos, onde se pode respirar um ar único, aromas excepcionais e ainda apanhar umas belas atubras que abrem o apetite a qualquer um.
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| Atubras, limpas e arranjadas. Fotografia retirada do perfil do amigo Francisco Matos Brito. |
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| Atubras. Fotografia retirada do perfil do amigo de Francisco Matos Brito. |
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| Atubras da Serra dos Grifos. Fotografia cedida pela amiga Manuela Palma. |
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| Atubras. Fotografia retirada do perfil do amigo Francisco Matos Brito. |
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
É Carnaval...
Estamos numa época festiva e alegre por natureza. Uma época
em que aproveitamos para esquecer tristezas, crises e afins… Podemos aproveitar
para sermos quem sempre sonhamos, vestirmo-nos de flores, ovelhas, chocolates,
enfim… O que nos passar pela cabeça. Afinal, é Carnaval e ninguém leva a mal.
Estamos, igualmente, na época das partidas. E na nossa
aldeia, as partidas carnavalescas são tradição… Há muitos que se irritam,
outros que se divertem… O Poço Velho dá um conselho. Divirtam-se. Os tempos
estão “escuros” e o sol do Carnaval pode aquecer-nos o coração e dar origens a
sorrisos e boa disposição.
E vocês? Que partidas recordam? Que partidas fizeram? De que
partidas foram vitimas? O Poço Velho já assistiu a tantas… Contem-nos!!
domingo, 27 de janeiro de 2013
Cuidado com as BURLAS...
Pelo Poço Velho passam diariamente muitas pessoas.
Geralmente pessoas de bem. No entanto, chegaram-nos notícias que esta semana
andaram pelas ruas da nossa aldeia uns desconhecidos, supostamente com o
objectivo de burlar a população, sobretudo os mais idosos e vulneráveis. O
esquema era simples e conhecido, mas mesmo assim perigoso. Os homens alegavam
que as notas que usamos todos os dias iam sair de circulação e por esse motivo
teriam que troca-las. Que o Poço Velho saiba, não houve lesados, mas esta
situação desperta-nos mais uma vez para um problema que pensamos estar longe da
nossa pequena aldeia, mas não está.
Estas situações de burla tornam-se cada vez mais usuais e
todos nós temos o dever e sobretudo a obrigação de zelar para que casos destes
não façam vitimas. Sempre que vejamos alguém desconhecido e suspeito devemos
ficar alertas e se possível chamar ajuda e ficar despertos.
Nunca são demais precauções e precauções. Os idosos devem
ser informados e esclarecidos que devem tomar certas atitudes, caso sejam
abordados por algum desconhecido.
Sabemos que algumas Juntas de Freguesia e a GNR já andam no
terreno com ações de esclarecimento sobre estas situações. Infelizmente, também
sabemos que a actual situação financeira do país leva a uma contenção de custos
em que as entidades têm de abdicar de gastos, que não sendo supérfluos, também
não são prioritários. Assim, cabe a todos nós, cidadãos conscientes e
informados esclarecer os mais vulneráveis, com concelhos e ações.
O Poço Velho deixa uma lista de atitudes que devem ser
tomadas para prevenir certas situações de burlas.
Em Casa:
- Deixe as portas e janelas fechadas sempre que sai de casa;
- Não abra a porta a desconhecidos, sem ter ninguém por
perto, que o possa ajudar em caso de perigo;
- Tenha sempre à mão o número de telefone de alguém, caso
precise de ajuda. De um vizinho, familiar ou polícia.
Na Rua:
- Transporte apenas o dinheiro necessário;
- Evite o uso de objetos de valor;
- Evite andar sozinho na rua, sobretudo de noite;
- Não diga onde vai nem quando volta a pessoas desconhecidas;
- Se o tentarem assaltar, não ofereça assistência;
- Se quiserem falar consigo a oferecer qualquer coisa, não
caia na conversa. Ninguém dá nada a ninguém;
- Se o abordarem a indicarem que são de alguma entidade
oficial (finanças, segurança social, banco), NÃO ACREDITE. ESTAS ENTIDADES NÃO
ABORDAM AS PESSOAS NA RUA, TÊM LUGARES PRÓPRIOS DE ATENDIMENTO.
Sempre que se vê alguém suspeito, devem ser alertadas as
autoridades.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Vamos à Feira do Pau Roxo?
No próximo domingo, dia 20 de Janeiro, realiza-se mais uma
Feira do Pau Roxo, em Castro Verde.
Todos nos lembramos desde sempre de visitar esta pequena
feira, de tradição medieval. O nome Pau
Roxo provém de uma pequena cenoura, de cor roxa, que é comum nesta altura do
ano e muito vendida na dita feira. Esta cenoura era um petisco muito apetecido
nas tabernas de todo o concelho, crua às rodelas ou cozida e temperada com
vinagre. Mais uma tradição que se foi perdendo…
A feira é também conhecida por Feira de S. Sebastião, em
homenagem ao culto do Santo, sendo que o local de realização da mesma não é no
largo da feira, mas sim na Rua da pequena capela de S. Sebastião., que neste
dia se encontra aberta aos devotos.
A partir das oito da manhã, o caminho da ermida de S.
Sebastião enche-se de barracas, cores, sabores e cheiros. Os cheiros do campo,
dos frutos, das hortaliças, o pregão dos "tendeiros" a quererem vender as suas
mercadorias. Como se aproxima o Carnaval é também comum a venda das brincadeiras
típicas da altura, desde as máscaras, até às bombinhas de mau cheiro.
Manda também a tradição que a matança do porco aconteça até
este dia.
domingo, 13 de janeiro de 2013
A Santinha
Dos mais velhos aos mais novos… Todos os S. Marquenses
conhecem a Santinha, mas poucos a associam a um lugar religioso e de romaria.
De facto, este lugar de S. Marcos, quase tão mítico como o nosso Poço Velho, é
mais associado a um lugar de encontros, convívios, amizades. No Verão é comum
encontrarmos lá gente sentada, a apanhar o fresco da tarde ou a usufruir das
noites estreladas alentejanas. No Inverno, sempre que há um olhinho de sol, lá
estão também algumas pessoas, nem que seja para ver passar os carros. Um local
de encontro de jovens e adultos, que alguns também associam a alguns actos “proibidos”
ou não tão bem vistos…
No entanto, a Santinha também tem uma função religiosa.
Pretende ser um nicho, onde se encontra uma Santinha, a guardar e a proteger os
habitantes e naturais da nossa aldeia.
Como se pode ver nesta fotografia, tirada pela amiga Manuela Palma, é visível que
actualmente se encontra lá uma Santinha, a ocupar o seu lugar. Todavia, durante
alguns anos, era vulgar que fosse roubada a imagem religiosa. O Poço Velho e
todos os seus amigos viam com grande desagrado essa situação. Tal como vêm com
alguma pena, mas consideram um mal necessários (visto que continuam a haver
pessoas com coragem para levar estas imagens para casa ou para venderem) a
mesma estar protegida por uma grade.
E vocês, têm histórias para partilhar sobre a nossa
Santinha?
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Janeirinha, Janeiró...
Está a aproximar-se mais uma noite de cante às Janeiras. Cantar as Janeiras é uma tradição portuguesa que consiste em cantar musica pela rua ou bater à porta da casa das pessoas e versar anunciando o nascimento de Jesus e simultaneamente desejando um feliz ano novo.
Na nossa aldeia essa tradição ocorre a 5 de Janeiro, véspera de Dia de Reis. Nesta noite, muitas crianças partem pelas ruas da aldeia tentando amealhar alguns doces, frutas e sobretudo euros. Nos últimos anos também as Atabuas fizeram renascer esta tradição, percorrendo as mesmas ruas a cantar. O Poço Velho não sabe se este ano irá acontecer, mas espera sinceramente que esta tradição não se perca.
No facebook lançamos o seguinte desafio:
“Janeirinha Janeiró, venha o Prato da Filhó…
… esta é uma das muitas lengalengas que é usual utilizar no cante das Janeiras, tradição que na nossa terra há muito que só vinha a ser mantida pelas crianças, que mais por gulodice do que por tradição percorriam as ruas da aldeia em busca de uns rebuçados ou de uns euros a mais no mealheiro com as frases em rima que os pais ou os avós lhes ensinavam. Até havia algumas bem engraçadas, que jogavam com o nome das pessoas… Lembram-se??? Puxem por essa memória e digam-nos…”
E alguns S. Marquenses responderam ao desafio.
A amiga Eduarda Pedro ensinou-nos um verso que aprendeu com o pai, para cantar à mãe quando esta chegasse da casa do Sr. Drago: “Uma carradinha, duas carradinhas de areia, viva a ti Lucinda, que já veio com a ceia…”
A amiga Manuela Palma ensinou-nos uma que cantava quando não davam nada: “Com um vestido de seda roxa, quando vai prá igreja, parece uma cabra coxa.”
A amiga Manuela Tomé ensinou-nos algumas: “AINDA AGORA AQUI CHEGUEI, JÁ PUS O PÉ NA ESCADA, LOGO O MEU CORAÇÃO DISSE, QUE AQUI MORA GENTE HONRADA.” e “Ó QUE ESTRELA TÃO BRILHANTE,QUE VEM DOS LADOS DO NORTE,Á FAMILIA DESTA CASA, Ó DEUS LHE DEI UMA BOA SORTE.”
A amiga Dores Bailão Maria ensinou-nos mais duas dedicadas à Sr. Ana e ao Sr.. Raul: “Uma fita duas fitas, mas que linda fita azul, viva a senhora D. Ana e também o Sr Raul” e outra dedicada à Sra Maria Helena e Sr João: “Um raminho dois raminhos, dois raminhos de hortelã, viva a sra Maria e Helena e mais o Sr joao.”
O amigo Victor Domingos dedicou uma à família dos Balhões: “Un canhão, dois canhões, viva as janeras e a familia dos balhões”
E por fim o amigo João Tomé dedicou-nos uma rima: “Ò poço velho, poço velho, poço velho à maneira ,vivam todos de S. marcos de Atabueira”.
Se souberem mais… Cantem!
sábado, 29 de dezembro de 2012
S. Marcos da Ataboeira
S. Marcos da Ataboeira
Adorada terra minha
És aldeia prazenteira
Muito airosa e caiadinha
Por isso tu és rainha
Nesta região trigueira
Adorada terra minha
S. Marcos da Ataboeira
A fotografia aérea foi tirada pelo amigo António Tomé. As outras três são da autoria da amiga Manuela Palma. Agradecemos aos dois.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Feliz Natal!
O Poço Velho, a Moça da Bilha e o Velho do Poço desejam a todos os S. Marquenses e amigos, um Santo e Feliz Natal. Que seja uma época de paz, amor e amizade.
domingo, 16 de dezembro de 2012
O Aguadeiro...
Há dias recebemos esta fotografia
através do facebook, enviada pelo amigo Francisco Matos Brito. Rapidamente
alguns amigos do Poço Velho identificaram o senhor como sendo o aguadeiro da
casa Drago, o Tio Domingos.
Mas afinal o que era um
aguadeiro? Uma profissão antiga que desapareceu com o evoluir dos tempos. Um
aguadeiro era uma pessoa que distribuía água pelas casas ou a vendia nas
ruas. O transporte dessa água era feito,
geralmente, através de um carro puxado por animais, tal como o do Tio Domingos.
Esta era uma prática muito usual
nas grandes casas, que empregavam muita gente e onde viviam muitas pessoas e por
isso a necessidade de água era muita. Claro que na altura o sistema de
canalização de água, que nos leva esse bem precioso até às nossas habitações
sem necessitar do seu transporte, não existia ou se existia era privilégio
apenas de uma minoria. Sendo assim, estes homens existiam para fazer esse
transporte.
O Poço Velho sabe pouco sobre o
Tio Domingos. Se algum amigo tiver mais informações, agradecemos que as dê. No
entanto, sabemos que essa água chegava à
casa Drago e na altura em que a dureza dos trabalhos dos campos exigiam muita
mão-de-obra, era com ela que eram feitas as belas açordas, com o fio de azeite
e a água quente, que aqueciam o estômago.
Esta é uma profissão que com o
tempo desapareceu, tal como a agitação dessas grandes casas, tal como tantas
outras profissões que eram indispensáveis para a agricultura e economia do país
e que com a evolução dos tempos e as inovações desapareceram e que para alguns
são apenas memórias e representam saudades ou simplesmente nostalgia.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Paisagens...
Temos recebido na página de facebook do nosso Poço Velho (http://www.facebook.com/poco.velho1) fotografias maravilhosas enviadas por amigos. Umas retratam rostos familiares, outras ruas da nossa aldeia e outras paisagens das redondezas. Hoje publicamos algumas fotografias de paisagens, visões únicas do nosso Alentejo. Quem por ele está e passa todos os dias não pode deixar de ficar maravilhado com pormenores únicos de cores. Quem está longe, certamente vai recordar momentos e histórias, sentir saudades e recordar cheiros (o ar puro, o cheiro de terra e água, o odor das flores e ervas), sabores e momentos. Obrigada a todos os que continuam a seguir-nos e a enviar fotografias e comentários, que nos aproximam e fazem de nós um grupo de amigos, uma família…
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| A ribeira de Maria Delgada. Páscoa de 2011. Fotografia de José Venes. |
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| Barragem de Monte do Laranjo. Abril de 2010. Fotografia de José Venes. |
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| Vista do alto da Nossa Senhora de Aracelis. Uma fotografia de José Venes. |
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| Em direcção ao Monte dos Estoris. Setembro de 2011. Fotografia de José Venes. |
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| Estrada do Salto, no alto da Serra dos Grifos. Fotografia de José Venes. |
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| Tojos e rosmaninho, na estrada para o Monte do Laranjo. 24 de Abril de 2010. Fotografia de José Venes. |
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| Azinheira, perto de Albernoa. Abril de 2010. Fotografia de José Venes. |
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Antigamente...
Esta é uma fotografia que nos chegou através do nosso amigo
Francisco Matos Brito (um grande muito obrigado). Uma fotografia antiga, não
sabemos precisar a data, da rua da nossa Igreja. Uma fotografia que para muitos representará memórias doces, memórias infantis,
felizes e para outros um sentimento tão complexo como português, SAUDADE!
Muitos pisaram esta rua, viveram naquelas casas, naquele espaço, correram,
brincaram… foram felizes. Outros conheceram aquele poço, outro poço de que hoje
não há qualquer registo, beberam das suas águas, tradições e memórias. Aquelas casas em mau estado deram, no
presente, lugar a novas habitações. Aquela rua com piso deficiente deu lugar a
uma calçada, típica. Mas aquela Igreja, a dominar a paisagem, já a querer
impor-se na sua magnitude, continua igual. À sua frente, outro monumento
desaparecido, uma cruz.
Amigos, esta é uma homenagem às gentes da nossa terra, a
todos os que pisaram e continuam a pisar aquele chão. A todos os que olham para
esta fotografia e ficam com lágrimas nos olhos e com uma aperto, ainda que bom,
no peito. Esta é uma homenagem às gentes de antigamente e a todos nós.
Quem tem histórias ou estórias
deste tempo, desta rua pode e deve partilhá-las. Todos nós queremos vivenciar memórias
e conhecer coisas que nos transportam para lugares que partilhamos, nem que
seja só no nosso coração.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Novos tempos…
Há aproximadamente dois anos que o Poço Velho não dava
notícias. Muitas coisas se passaram neste espaço de tempo. Umas boas, outras
menos boas, outras más…
No entanto, não pudemos deixar de referir uma belíssima
novidade a que o Poço Velho assistiu e que muito feliz ficou por isso.
Finalmente, conseguimos ir a Entradas através de uma estrada, que não está
alcatroada, mas sem dúvida nenhuma que está arranjada. O Poço Velho
congratula-se por isso, tal como todas as pessoas que dela beneficiam.
Neste Alentejo profundo, que tantas vezes os governantes
centrais teimam em esquecer ou ignorar, as ligações viárias dificultam muitas
vezes deslocações, principalmente no Inverno. Por isso, é com muito agrado que
todos vêm esta obra, que aproxima pessoas e localidade e muitos benefícios
traz. Esperemos que com os anos, esta seja apenas mais uma obra de benefício
das populações locais, que tantas vezes são esquecidas.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Grupo coral infantil de S. Marcos, década de 70
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Zé João, Barão, Alfredo, Luis Barão, Prof. Sampaio, Diogo, Carlos Cleto, Chico Barão e Chico Bailão (Teatro Monumental, 2/5/1970
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Amigos, aqui está a resposta lançada ao desafio proposto
pelo amigo Francisco Matos Brito. O grupo coral infantil foi criado pelo
célebre professor Sampaio e mostrou-se na RTP, no programa Curte Circuito.
Saíram também nas páginas de uma revista que aqui reproduzimos. Obrigada a
todos os que contribuíram para que esta publicação fosse possível.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Grupo coral infantil de S. Marcos, década de 70
Uma sugestão do amigo Francisco Matos Brito, chegada por mensagem, via facebook. Passo a citar: "Mais uma ideia: no principio da década de 70 existiu em s. marcos um grupo coral de crianças da escola primaria. Esse grupo criado pelo prof. Sampaio foi cantar à RTP, talvez em 1970/71, dando também origem a um artigo numa revista com foto do grupo. Ainda devem existir revistas dessas em S. marcos porque recordo-me que todos os alunos ficaram com a sua. Vamos lá fotografar a foto do grupo e mandar para o Poço Velho".
O Poço Velho aproveita para reforçar o pedido e também para quem quiser, enviar mais informações sobre o mesmo. É tão bom recordar, ensinar aos mais novos aquilo que se fez de tão bom na aldeia, rever amigos e partilhar momentos... O mail é pocovelho@gmail.com
O Poço Velho aproveita para reforçar o pedido e também para quem quiser, enviar mais informações sobre o mesmo. É tão bom recordar, ensinar aos mais novos aquilo que se fez de tão bom na aldeia, rever amigos e partilhar momentos... O mail é pocovelho@gmail.com
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Histórias felizes partilhadas em redor de um bom lume…
Nestes dias em que o frio se torna mais rígido, vemos na
nossa aldeia muitas chaminés a afumar. É sinal que em casa há um bom lume, onde
certamente toda a família e alguns amigos se encontram em redor, partilhando
histórias presentes ou de tempos passados. Esta é uma bela tradição alentejana,
o encontro e a divisão de conhecimentos em redor de uma lareira. Nalgumas casas
mais tradicionais ainda sabe melhor o cozido que está na panela de ferro ou de
barro, aproveitando o calor natural para dar mais gosto a esses pitéus. Quem
não se lembra dessas típicas panelas, que vão sendo cada vez mais raras, mas
que nos devolvem o gosto das memórias e da tradição. sexta-feira, 23 de novembro de 2012
António Gonçalves Correia, um ilustre S. Marquense…
António Gonçalves Correia foi um grande vulto cultural e
social do século XX. Foi anarquista, ensaísta, poeta e humanista português.
Nasceu a 3 de Agosto de 1886 na nossa linda aldeia. Daí a
sua ligação à nossa terra, onde deixou alguns familiares e amigos. Viveu grande
parte da sua vida na cidade de Beja.
Foi Caixeiro-Viajante
de profissão, mas foi a sua oposição ao regime de Salazar que o tornou célebre.
Foi preso diversas vezes pela PIDE, que nos
seus registos o tinha descrito como “Vive
em Beja. É um comunista perigoso, sendo considerado em todo o Alentejo, como
organizador e orientador de todos os movimentos de caracter social. “
Ao nível cultural, destacamos que foi fundador da Comuna da Luz (primeira comunidade
anarquista em Portugal), dirigente da Comuna
Clarão, colaborou em jornais como A
Batalha, A Aurora e O Rebelde. Em
1916, em Cuba, fundou o seminário A Questão
Social. Em 1917 publicou Estreia de
um Crente e publicou ainda, mais tarde, A
Felicidade de todos os Seres na Sociedade Futura.
Faleceu em Lisboa a 20 de Dezembro de 1967, com 81 anos de idade.
A nossa aldeia presta-lhe homenagem nas lembranças e
memórias de muita gente, mas também ao dar-lhe o seu nome a uma das ruas da
aldeia.
Para quem tiver curiosidade, há um blog dedicado à sua
actividade cultural e social, escrito por um trisneto (http://antoniogoncalvescorreia.blogspot.pt/)
e uma página de facebook dedicada ao mesmo tema (http://www.facebook.com/pages/Ant%C3%B3nio-Gon%C3%A7alves-Correia/448924768470537)
Amigos, caso queiram fazer uma homenagem a outros habitantes
da nossa terra (vivos ou já falecidos) basta enviarem uma fotografia e/ou um
pequeno texto sobre o mesmo, nós publicamos no blog. O e-mail é o mesmo de
sempre pocovelho@gmail.com
domingo, 18 de novembro de 2012
domingo, 11 de novembro de 2012
Os Benjamins de S. Marcos…
Amigos, o Futebol Clube de S. Marcos tem este ano uma nova
equipa. Uma equipa de “Benjamins”, com crianças (meninos e meninas) da terra e
arredores.
É com grande entusiamo e amor que estes meninos e meninas
se dedicam, quer nos treinos, quer nos jogos. O Poço Velho, saúda-os e
deseja-lhes a maior das sortes.
Até agora registam duas vitórias por números bem expressivos…
Caso queiram enviar informação ou fotografias dos nossos
pequenos, já sabem que o nosso mail (pocovelho@gmail.com)
está sempre disponível.
domingo, 4 de novembro de 2012
Desafio curioso
Amigos, queremos lançar-vos um desafio em nome da curiosidade.
Todos nós já olhamos para as placas das ruas da nossa querida aldeia e visualizamos os vários nomes. Pois bem, o desafio é o seguinte, que nos digam a origem desses nomes. Caso sejam nomes de pessoas, digam-nos quem eram, caso seja um nome curioso, digam-nos de onde vem. Se quiserem, enviem fotografias das ruas.
Todos nós já olhamos para as placas das ruas da nossa querida aldeia e visualizamos os vários nomes. Pois bem, o desafio é o seguinte, que nos digam a origem desses nomes. Caso sejam nomes de pessoas, digam-nos quem eram, caso seja um nome curioso, digam-nos de onde vem. Se quiserem, enviem fotografias das ruas.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
De regresso…
Caros amigos, antes de mais um pedido de desculpas.
Estivemos muito tempo ausentes… Há cerca de dois anos que não atualizamos este
espaço e de facto consideramos isso uma falta de respeito para todos aqueles
que nos seguiam religiosamente e com tanta paixão.
As vicissitudes da vida, por vezes, levam a que nos
afastemos, que deixemos de ter tempo, paciência, seja o que for…
Sabemos que não justifica, mas a melhor forma de pedir
desculpas é mesmo reabilitando este espaço que tanta gente gosta… A partir de
hoje, vamos voltar a atualizar o blog com assiduidade e empenho. Para isso
contamos, obviamente com a ajuda de todos os nossos amigos. Continuamos
recetivos a toda a espécie de propostas, comentários, fotografias, vídeos,
histórias, etc.
Numa altura em que a palavra “crise” entra nas nossas casa
sem pedir licença, vamos afastar a ideia de crise de valores e provar a todos
que a cultura, a amizade, a história e as nossas paixões continuam vivas e que
os valores da tradição continuam a ser respeitados.
Um bem-haja a todos,
Velho do Poço e Moça da Bilha
sexta-feira, 30 de abril de 2010
A nossa Aleluia... 2010
Amigos, aqui estão as fotos da nossa Aleluia deste ano. Foram, mais uma vez, bonitos momentos de convívio, amizade e tradição. Agradecemos ao amigo Aníbal Silvestre ter partilhado connosco estes momentos e ficamos inteiramente agradecidos a todos os que contribuem para dinamizar estas actividades na nossa aldeia. É com agrado também que vemos os nossos jovens viverem com tanta emoção e carinho tradições ancestrais. Sabemos que são elementos fundamentais no perpetuar das mesmas. É com os mais velhos que aprendemos, é aos mais velhos que temos de respeitar e retribuir, mas é também à juventude que agradecemos o perpetuar de gestos e caminhos simples que nos enriquecem.
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